Conservação e Restauro de Cerâmica

Contexto
Para quem
Trabalhamos com quem sabe que cerâmica partída não é cerâmica perdida — e que a diferença entre uma colagem bem feita e uma mal feita dura décadas.
→ Colecionadores privados — faiança, porcelana, peças de espólio ou aquisição
→ Património civil e religioso — painéis de azulejo, revestimentos, fontes
→ Instituições e museus — acervos, reservas, peças em exposição
→ Arquitetos e gestores de obra — intervenção em fachadas e interiores com revestimento cerâmico
Tipos de obra
→ Azulejo — painéis historiados, padrão, avulsos
→ Faiança e porcelana — peças decorativas e utilitárias
→ Terracota — elementos arquitetónicos e escultóricos
→ Revestimentos cerâmicos integrados em edifícios
Para peças com policromia sobre cerâmica ou esmaltes especiais, contacte-nos para avaliação específica.
Fundamentos da intervenção em cerâmica
Vidrado, pasta e equilíbrio hídrico formam um sistema frágil. Antes de colar ou limpar, avaliamos sais, fraturas e o comportamento do material — porque em cerâmica, o que não se vê é frequentemente o que mais importa.
01
Controlo de sais e humidade
Sais solúveis são a principal causa de degradação cerâmica. Antes de qualquer tratamento, avaliamos a presença de sais e aplicamos dessalinização quando necessário.
02
Colagem reversível
Montagem de fragmentos com adesivos testados e reversíveis, adequados à pasta cerâmica e ao contexto de uso — garantindo que futuras intervenções continuam possíveis.
03
Proteção do vidrado original
O vidrado é a superfície mais frágil e mais visível. Toda a limpeza e reintegração é feita com métodos que não riscam, mancham nem alteram a leitura da peça.
Práticas alinhadas com terminologia e princípios reconhecidos internacionalmente (ICOM-CC, ECCO, AIC).
Processo de conservação e restauro de cerâmica
01
Avaliação inicial
Recolha de fotografias, dimensões e contexto — tipo de cerâmica, localização e número de elementos — para análise preliminar à distância.
02
Exame e diagnóstico
Mapeamento de fraturas, lacunas, destacamentos de vidrado e presença de sais. Identificação do tipo de pasta cerâmica e definição de prioridades de intervenção.
03
Proposta técnica
Relatório com diagnóstico do estado de conservação, opções de tratamento adaptadas ao tipo cerâmico, estimativa de prazo e orçamento.
04
Estabilização e dessalinização
Remoção controlada de sais solúveis quando presentes, consolidação de fragmentos em risco e fixação de vidrado destacado para prevenir perdas.
05
Limpeza controlada
Remoção de depósitos, argamassas antigas e sujidade aderente com métodos mecânicos e químicos adequados ao vidrado e à pasta cerâmica.
06
Colagem e reintegração
Montagem de fragmentos com adesivos reversíveis, preenchimento de lacunas com materiais compatíveis e reintegração cromática diferenciada.
07
Proteção final e relatório
Aplicação de proteção adequada ao contexto — incluindo hidrofugação para peças exteriores — e entrega de documentação técnica com registo fotográfico completo.
Perguntas frequentes
Respostas gerais sobre conservação e restauro: avaliação técnica, metodologia, prazos e documentação.
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